Carta do leitor: Mau sinal

O primeiro sinal não precisava ser aquele anunciado pelo secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, no mesmo dia em que foi inaugurado o centro de testagem pelo ministro de Estado e Chefe da Casa Civil, Adão de Almeida. Já estivemos na fasquia dos 80 casos e os números serviram sempre de motivo de alarme. Os 125 casos anunciados ontem, se cada um dele já teve vários contactos, mais os contactos destes, poderemos começar a acreditar naqueles que diziam que em Setembro Angola poderia atingir os 10 mil casos.

O aumento da testagem, com a capacidade de sete mil dias no centro recém inaugurado, teremos um cenário que fará repensar as últimas aberturas feitas pelo Executivo, algumas das quais até festejadas pela própria população.

Não há dúvidas de que a educação será a nossa salvação. É preciso que se invista fortemente na sensibilização dos populares para que não tenhamos uma tragédia de proporções alarmantes. É que se manter a tendência iniciada ontem, com mais de 100 casos, até ao final do mês teremos mais dois mil casos.

Em alguns países africanos e até mesmo na Europa exista o temor de uma segunda vaga. Entre nós nem a primeira ainda atingiu o pico, conjunturando-se que possa passar para além de Setembro. Enquanto a vacina não chega, o melhor mesmo é começarmos a contar espingardas. Embora o conhecimento do estado serológico da população seja uma grande vantagem, ainda assim, pelo comportamento de muitos, poderemos passar por momentos difíceis.

Gostaria que fosse apenas um receio sem pernas para andar. É que mais de 100 casos num único dia é mesmo motivo para alarme. Que Deus nos proteja.

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