Carta do leitor: O posicionamento do comandante-geral

Caro director, boa noite Até que enfim ontem vimos o comandante geral da Polícia Nacional a pedir desculpas pelas atrocidades que vão sendo cometidas pelos efectivos da corporação que dirige. Pode até ser um grande homem, pai de família e líder, mas as vezes em que surgiu na imprensa deixa muito a desejar.

Há momentos em que dá a impressão que o comandante geral seja uma pessoa avessa a determinadas situações, sobretudo reconhecer que as coisas estão mal, quando os seus pronunciamentos podem funcionar como bálsamo para, no mínimo, atenuar as dores que determinados segmentos da população sentem. Não deve ser nada fácil para um pai perder um filho médico, depois de tanto investimento feito e transformá-lo numa esperança melhor, e não se ouvir do comandante naquela fase terrível palavras de conforto.

O mesmo se pode dizer em relação aos outros jovens que foram vítimas, de forma directa ou indirecta, dos homens que tinham como missão fornecer protecção. São vários os casos em que demorou reagir. As mortes dos últimos dias é apenas mais um. Quem se recorda dos desmaios? Ainda ecoa nas mentes a forma quase que irónica como atribuiu aos postiços das meninas e a falta de alimentação a origem. Agora é importante que se investigue os casos existentes e se puna os violadores. É possível que nalguns casos não existam culpas para os efectivos, mas é sempre necessário que os sinais sejam dados rapidamente para que não se aponte os responsáveis da corporação como sendo coniventes.

 

POR: Mário Simão

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