Sociedade civil deplora assassinato de civis e destruição do posto policial dos Ossos

O presidente da Associação Mãos Livres, Salvador Freire, disse, a O PAÍS, que a fúria dos moradores do bairro dos Ossos, no cazenga, em Luanda, que destruíram o posto policial local após um agente ter alvejado mortalmente uma cidadã de 15 anos em estado de gestação, resulta das matanças que têm ocorrido nos últimos tempos. O comandante-geral Paulo de Almeida pediu, em nome da corporação, desculpas pelas “falhas e actos indecorosos que alguns agentes têm praticado”

Salvador Freire disse acreditar que, se não aparecer uma voz autorizada para pôr termo a este ambiente de tenção latente, pedindo aos cidadãos para manterem a calma, haverá caos no país. “Penso que não será bom para as próprias autoridades angolanas, sobretudo na pessoa de sua Excelência o Presidente da República, João Lourenço. Isto mácula, de certa maneira, o bom nome de Angola a nível internacional”, disse.

Por outro lado, o advogado disse que a nossa Polícia está desorientada, sem poder de mando e direcção. “Ela precisa de uma direcção para cumprir com aquilo que lhe é atribuída como uma polícia republicana, mas a nossa não o é. A nossa polícia está voltada para a violência policial que leva à morte do cidadão, ao invés de se dedicar ao cumprimento daquilo que são as leis angolanas”, frisou.

No seu ponto de vista, os crimes que têm ocorrido em todo o território nacional apresentam um único propósito: o cumprimento da ordem do ministro do Interior, Eugénio Laborinho, de que a “Polícia não está para distribuir rebuçado nem chocolate”.

 

 

 

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