Editorial: Fazendas inoperantes

As autoridades governamentais estão empenhadas na redução da importação de bens de primeira necessidade, sobretudo aqueles que são produzidos em larga escala no país.

Foi este espírito que norteou a decisão publicada segundo a qual as divisas serão encaminhadas somente à busca de produtos que não dispomos. Porém, essa medida não agradou a muitos, entre os quais muitos empresários que têm na importação o único ‘filet mignon’, descurando a produção interna.

não se nota em muitos deles a mínima intenção de fazerem algumas das culturas em Angola. o único desejo tem sido o lucro, porque, entre nós, não falta terra nem água.

Só no município da Caála, no Huambo, das 138 fazendas registadas, somente 73 estão em funcionamento, contribuindo para a soberania alimentar.

O aumento da produção interna estará, de alguma forma, associada, também, ao uso que se dá às vastas parcelas de terras existentes no país. Há vários anos que o Executivo tem tentado desencadear uma discussão sobre as concessões de fazendas que se encontram inoperantes, mas sem resultados.

O assunto deve merecer uma nova avaliação, se queremos ter produção, porque os detentores precisam, e tanto, de condições técnicas e financeiras. E outros nem possuem vocação para o negócio agropecuário.

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