Carta dos leitores: Bares e restaurantes estão a violar o decreto presidencial

Saudações, caro coordenador do Jornal O PAÍS! Sou morador das 500 Casas, no município ‘satélite’ de Viana, em Luanda. É com satisfação que volto a escrever para este jornal. Ora bem, o que me leva a redigir é o facto da desobediência que se verifica nos bares e restaurantes em Luanda, face à Covid-19. Aliás, sei que o Decreto Presidencial só permite o funcionamento dos estabelecimentos supracitados até 22 horas.

Depois do horário estabelecido, em muitos bares e restaurantes, não só em Viana como também em muito boa parte da cidade capital, os consumidores, dentro dos estabelecimentos, fi cam até o último cliente esgotar as últimas notas de Kwanzas (já que o dólar está cada vez mais difícil de se pegar). Epá, o dinheiro norte-americano também é outro problema. Enfim!

Já dentro dos recintos comerciais, os mesmos clientes e alguns trabalhadores não fazem o uso da máscara facial, não cumprem
com o distanciamento que se exige e fazem tudo como se estivéssemos numa situação normal. Até chego a pensar com os meus botões que a Covid-19 está fora de Luanda. Agora me questiono: onde estão os agentes da ordem e da segurança para multar o
proprietário dos espaços? A resposta é tão simples como água.

Os ditos ‘fiscais’, muitos deles quando aparecem, olham para chuva que está fixe, ou seja, entram nos bares e ficam também a consumir, e acredito que 96 por cento dos agentes da Polícia Nacional e das Forças Armadas Angolanas consome bebida alcoólica. Beber não é mal, mas não deve ser feito no momento do trabalho.

Aliás, eles trabalham com arma de fogo. Acho imperioso a quem de direito tomar medidas. É simples, deve existir alguém para fi scalizar e punir os ditos ‘fiscais’, bem como os proprietários de bares. A nossa população está a interpretar mal o facto de os bares fecharem às 22 horas. É hora de mudar de atitude…

António Agostinho

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