Carta do leitor: Mais um dia negro

Bom dia , caro coordenador! Quando há algum tempo se dizia que quanto mais testes fizéssemos, mais casos teríamos, parecia brincadeira. O número de casos, nos últimos dois dias, remete-nos para estas projecções, ainda numa fase em que não tínhamos sequer o laboratório inaugurado na Zona Económica Especial.

Na Terça-feira foram 130 casos. Ontem mais de 100 casos. Só por uma bênção divina é que hoje poderemos não ter um número expressivo. Estes casos acontecem numa fase em que a sociedade ainda debate o regresso às aulas, o que, desde já, poderá criar determinados receios junto dos encarregados de educação.

Por toda a Europa, há uma tendência para o regresso ao confinamento, que não é, seguramente, a melhor solução para um país como o nosso sem grandes reservas monetárias e com uma economia em queda. Sou daqueles que acreditam que há já necessidade de alguma abertura em relação ao comércio, a melhoria do ambiente de negócios para se aumentar o número de postos de trabalho. Em relação ao regresso às aulas, o maior problema está entre os mais novos. Os mais velhos, entre os quais os universitários, têm uma maior capacidade de controlo, podendo cada um velar pela sua saúde. Não se está a falar de crianças que não saibam o que é lavar as mãos com água e sabão, passar álcool em gel e o distanciamento físico.

Aguarda-se que, nos próximos dias , as autoridades governamentais levantem uma bandeira verde, demonstrando que estão as condições todas criadas, para que as pessoas regressem, rapidamente , a uma normalidade, não obstante os casos existentes. Fechar-se em casa, esperando que a pandemia passe, não será para sempre a medida mais adequada, principalmente quando há um país que clama por produção.

POR: Marcela Silvestre
Rangel, Luanda

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