Coreia do Sul acusa Norte de ter matado brutalmente um dos seus funcionários desaparecidos

A Coreia do Sul afirmou que um dos funcionários do seu Ministério dos Oceanos e Pesca foi morto e queimado após ter desaparecido durante o serviço no mar. O funcionário, de 47 anos, teria desaparecido, na Segunda-feira, 21, quando estava a bordo de uma embarcação de inspecção marítima da Coreia do Sul. “A Coreia do Norte encontrou o homem nas suas águas e cometeu um acto de brutalidade ao fuzilá-lo e queimar o seu corpo, de acordo com a nossa minuciosa análise de inteligência militar”, publicou a agência de notícias sul-coreana Yonhap citando declaração do Ministério da Defesa do país.

Além da denúncia contra Pyongyang, a Defesa sul-coreana exigiu “explicações e punição dos responsáveis” pela morte do funcionário público. Ainda segundo colegas do cidadão sul-coreano, no convés da embarcação onde ele servia foram encontrados seus sapatos. Acreditando que se tenha jogado ao mar, a investigação apontou que o homem sumiu justamente numa área da embarcação que não estava sob vigilância das câmeras de segurança.

Possível razão do fuzilamento

Tentando explicar a possível razão do alegado fuzilamento do seu cidadão, a Defesa sul-coreana levantou a hipótese de o funcionário, possivelmente, ter tentado desertar em direcção ao Norte. Contudo, devido à pandemia da Covid-19, o mesmo teria sido fuzilado ainda na água durante a abordagem de uma patrulha norte-coreana. “Acreditamos que, pelo visto, a Coreia do Norte cometeu tal acto desumano de fuzilar um homem sem restrições como parte de suas directrizes de luta contra a Covid-19”, acrescentou a Defesa sul-coreana.

A ser verdade, esta foi a primeira vez, desde 2008, que um cidadão sul-coreano foi morto pela Coreia do Norte. Em Julho do referido ano, a turista sul-coreana Park Wang-ja, de 53 anos, foi fatalmente alvejada por um soldado norte-coreano enquanto caminhava por uma zona restrita num resort sul-coreano no Monte Kumgang, no território da Coreia do Norte. Até o momento do incidente, o local havia sido visitado por mais de um milhão de civis sul-coreanos desde sua abertura em 1998.

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