Carta do leitor: Os congestionamentos em filas de bancos

Carta do leitor: Os congestionamentos em filas de bancos

Era, sábado às 10 horas do dia 04 de Outubro de 2020, quando resolvi ir à um dos bancos no distrito do Benfica. Após ter passado em dois, onde infelizmente não conseg ui encontra r dinheiro, rumei para o Banco SOL, que fica localizado depois do ISIA, para quem sai do Benfica, seguindo para a Avenida Fidel de Castro. Posto ao local, como é costumeiro, encontrei uma fila enorme. Não admirei, pois, sabia que aquela era uma realidade vivida em Luanda, sempre que terminasse ou começasse um mês.

O que de facto me espantou, foi perceber que 15 minutos depois, a fila continuava estática, enquanto o movimento de pessoas que chegavam, perguntavam pela última pessoa e desorganizadamente se posicionavam ao lado e a frente da fila e num piscar de olhos, desapareciam com o guarda (protecção física) e estes, como que estivessem a organizar a fila, entravam e retiravam o dinheiro do mandante, com o fito de serem recompensados. Os que já dominavam o assunto reclamavam de forma indirecta, tencionando que tal exercício estivesse ou viesse a ser posto em dr acção. Como não dominava tal assunto, me mantive calado. Enquanto esperava a minha vez, para o meu espanto, quando só faltavam duas pessoas depois de mim, apareceu um jovem que fez um pedido, alegando que queria tirar um dinheiro rápido porque pretendia consultar o médico oftalmologista.

Após ter visto o seu pedido gorado, dirigiu-se atrás do banco e, em um instante, assim que eu e o que me antecedia, entramos, estava logo o guarda com o cartão do senhor, a interromper o cidadão ao lado, para uma prática ilícita. Eu vi e ninguém me contou. As perguntas que não se querem calar são: Será que os responsáveis das mais variadas dependências bancárias, têm o domínio da situação? O que as autoridades têm feito, para pôr fim a esta prática? Pessoalmente, considero um acto ilícito. Porém, ciente de que vários motivos poderão estar por trás desta prática, gostaria apelar aos ilustres trabalhadores, guardas bancários, que deixassem de praticar esta acção, que em nada abona o bom nome das instituições em causa. Aos responsáveis, tomem nota: assim, o país não avança. Basta, a corrupção