Editorial: Na hora do balanço

Na hora do balanço, pela terceira vez, o Chefe de Estado, João Lourenço, tem, hoje, a oportunidade de, uma vez mais, apresentar aos angolanos o quadro em que se encontra o país em termos políticos, económicos e sociais. Longe dos períodos aúreos em que havia receita, Angola vive, hoje, um momento crítico que exige de todos os actores algum sentido de responsabilidade para que se ultrapassem os principais problemas.

Fruto de muitas políticas implementadas, assiste-se, em alguns sectores, ao renascer da esperança, mesmo com a Covid à perna. As últimas inaugurações no país, em Malanje e Bié, a abertura de fábricas nesta fase difícil demonstram o comprometimento com o país e as suas gentes, podendo-se, desta forma,atenuar os níveis de desemprego.

Ao longo destes anos, existiram algumas falhas. Mas não se pode imputar todas ao Executivo, quando se sabe que algumas mudanças no país só serão efectivas se houver também uma alteração comportamental. A forma despudorada como se açambarcou o erário evidencia a falta de compromisso com Angola e os angolanos. Hoje, encarar os problemas com realismo é a melhor forma de os resolver. Para tal, o caminho deve ser feito com todos, mesmo que exista ao lado uma oposição que mais critica do que apontar soluções para os inúmeros problemas.

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