PR destaca relançamento da economia

O Presidente da República, João Lourenço, proferiu, nesta quinta-feira, em Luanda, uma Mensagem sobre o Estado da Nação, na qual destacou as suas políticas de governação e as novas medidas para relançar a economia e combater a pobreza.

No seu discurso, que constituiu o ponto alto da Sessão Solene de Abertura do Novo Ano Parlamentar, o Chefe de Estado angolano destacou, entre vários assuntos, a questão das eleições autárquicas, tendo reafirmado o seu compromisso com a sua realização. Sem se referir a datas concretas, João Lourenço afirmou que não se pode falar em adiamento destas eleições, uma vez que nunca foram, formalmente, convocadas.

Ainda no domínio político, falou sobre o combate à corrupção e prometeu continuar a prestar particular atenção à consolidação do Estado Democrático de Direito, sendo, para tal, fundamental a acção do organismo reitor da justiça e dos direitos humanos. No seu discurso, de mais de uma hora, assegurou que o Executivo continuará a prestar a devida atenção ao combate à Covid-19, mas vai privilegiar a questão da diversificação da economia e aumento da produção.

Neste domínio, prometeu continuar a trabalhar para aumentar a produção nacional de bens e serviços básicos, o leque de produtos exportáveis e a oferta de trabalho. Ainda no domínio económico, o Chefe de Estado anunciou que Angola vai registar, este ano, um défice fiscal na ordem dos 4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). Deu a conhecer que as reservas internacionais do país atingiram, em Setembro último, os 15 mil milhões de dólares, correspondentes a 11 meses de importação, sendo que o país gastou, este ano, USD 900 milhões na importação de bens alimentares.

Conforme o Presidente, o Governo gastou menos 300 milhões na importação de alimentos em relação a 2019, sublinhando que o país prevê duplicar a sua capacidade de produção de farinha de trigo, de 600 mil para um milhão e 200 mil toneladas, a partir de 2021. Destacou, igualmente, que cerca de 19 mil postos de trabalho foram criados, nos últimos meses, por empresas e centros de emprego. Na sua intervenção, João Lourenço afirmou que a demanda atendida de energia eléctrica no país é actualmente de 1.957 megawatts (MW), o que representa um crescimento de 11 por cento, em relação ao ano passado.

Quanto ao sector da habitação, o Presidente angolano explicou aos deputados que o Estado angolano tem 18.800 casas para a venda nas 14 centralidades existentes no país. No domínio social, informou que mil e 200 projectos aprovados do Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) estão em execução, em todo o país, tendo reafirmado que o Governo dará a atenção redobrada ao combate à Covid-19, como forma de controlar a circulação de casos nas comunidades.

 

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