É de hoje… Empregos

Por mais que gostemos de cores, o ideal é sempre atribuirmos os nomes reais das que temos à frente. Verde nunca será vermelho, do mesmo modo que amarelo, preto, cinzento e outras dificilmente darão lugar a uma mesma cor. O mesmo se passa em relação ao país que temos.

O mesmo que há alguns anos procura sair de uma crise económica profunda, provocada não só pela baixa do preço do petróleo, mas fundamentalmente pelo malbaratamento dos fundos públicos.

Quando chegou ao poder há três anos, apesar das promessas feitas, como os 500 mil postos de empregos, vivia-se ainda uma conjuntura diferente da actual, embora se soubesse que se tratava de um desafio hercúleo para ser atingido.

A conjuntura económico-sanitária tornaram este desiderato quase que impossível. Ainda assim, há quem pense que se deve penalizar os adversários como se fosse Angola, neste momento, o único país que enfrenta tal pesadelo. Salvo raras excepções, a Covid-19 alterou as taxas de empregabilidade no mudo inteiro, sendo este um dos cavalos de batalha de Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, nas eleições que se aproximam. Por mais que se faça alguma coisa, se calhar fruto de algum desencanto, torna-se mais difícil agradar a muitos angolanos. A forma como muitos reagiram ao anúncio da criação de 19 mil postos de trabalho nos últimos seis meses, segundo o Presidente da República, João Lourenço, foi sintomático. Com as centenas de obras existentes no âmbito do PIIM, não é impossível chegar aos números anunciados.

A construção civil é uma área que em funcionamento absorve muita mão-de-obra. Elegi o desemprego na abordagem feita por ser um dos mais evidentes problemas com que se debate a juventude. E a abertura de algumas empresas, como assistimos, recentemente, na Zona Económica Especial, e serviços públicos no interior do país só podem ser sustentados por pessoas que vão garantir a produção de bens e o fornecimento de serviços de várias índoles.

Havendo emprego, os jovens e até os mais velhos, que se viram afastados dos postos de trabalho por conta das adversidades criadas pela Covid-19, poderão recuperar o poder de compra e agitar a economia até então adormecida, mas com indicadores positivos não só do Executivo como também do Fundo Monetário Internacional. Esta última instituição prevê um crescimento de três por cento.

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