Editorial // Estado da nação

Um discurso tem a finalidade de renovar a esperança, trazer alento aos que mais esperam, embora, por outro lado, possa não agradar àqueles que, do outro lado, torcem por um erro do adversário para atribuir um cartão vermelho.

Num tempo de penúria financeira, o discurso sobre o Estado da Nação emitiu alguns sinais positivos sobre o que está em curso, cabendo agora aos opositores fiscalizar a sua existência.

A consolidação do Estado de Direito, a criação dos 19 mil postos de trabalho, os mil projectos do Programa Integrado de Intervenção Municipal (PIIM), a poupança de USD 300 milhões em importações, o aumento da produção nacional, o aumento das reservas internacionais líquidas até USD 15 mil milhões, podendo garantir 11 meses de importação, constituem boas novas, independentemente das divergências políticas que possam surgir no momento.

A insistência nas autarquias por parte dos principais partidos da oposição não pode retirar o mérito a alguns dos projectos em curso. Tal como frisou o Presidente João Lourenço, não havia uma convocação oficial que pudesse sustentar a tese do adiamento do referido pleito.

Com a abertura do presente ano legislativo, torna-se, sim, imperioso o encerramento do pacote legistativo autárquico, com destaque para a Lei da Institucionalização das Autarquias. Um documento que promete agitar a Assembleia Nacional a julgar pelo conteúdo do referido diploma. destaques

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