Endividamento a longo prazo entre as possíveis soluções

Já o administrador da Comissão, Sérgio Serrão, reafirmou que nunca houve, por iniciativa da sua equipa, tal “braço de ferro”. Têm consciência das dificuldades e dos sobressaltos de todos aqueles que perderam o emprego e viram-se privados dos respectivos salários com o encerramento do banco. “Há chefes de famílias, há mães solteiras a conviver com esta situação. (…)

Há trabalhadores com empréstimos para consumo e para habitação, nalguns casos para aquisição de duas habitações”. Sérgio Serrão disse que por essa razão, terão de, conjuntamente, procurar a melhor solução para a sua regularização, principalmente para o endividamento a longo prazo. reconheceu que tal poderá ocorrer mesmo a Comissão tendo um tempo de serviço escasso. “Este e outros endividamentos foram possíveis, porque houve quem depositasse recursos no Banco e hoje estão expectantes em serem ressarcidos, isto na qualidade de credores”, disse.

Em relação às viaturas em posse dos ex-trabalhadores, esclareceu que estes devem devolvê-las e no momento da venda das mesmas terão preferência na aquisição, depois de uma avaliação comercial. Neste momento, contabilisticamente estão a custo zero por virtude do efeito das amortizações legais.

Sérgio Serrão garantiu que os direitos dos trabalhadores estão salvaguardados. “Sabemos que os trabalhadores têm direito a uma compensação que será respeitada, pois trata-se de um pagamento prioritário neste processo”, afirmou. Acrescentou de seguida que “garantimos que estamos sempre à disposição dos trabalhadores para abordarmos pacificamente e com respeito mútuo, todas as questões relacionadas. Julgamos que este é o melhor caminho”.

 

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