Editorial: O negócio dos testes

Desde a semana passada que o Executivo decidiu liberalizar a realização dos testes a mais seis laboratórios. Num primeiro momento, de forma errada, passou-se a informação de que este expediente visava, sobretudo, facilitar o processo de testagem dos cidadãos que pretendiam viajar para o exterior e pelo interior do país.

Além destes dois públicos interessados, os viajantes, verifica-se, no país, o crescimento de pessoas que pretendem saber os seus estados serológicos.

Infelizmente, o sector público não tem conseguido atender a todos, havendo casos de profissionais, como professores, que aguardaram por mais de três semanas para saberem do resultado. Conhecendo-se a situação financeira por que passam os milhares de angolanos, sobretudo nesta fase de pandemia da Covid 19, poucos terão capacidade para pagar os 19 mil Kwanzas exigidos pelas clínicas ou laboratórios, para os testes rápidos, e muito menos os mais de 15 mil pelo RT-PCR.

Neste contexto, é imperioso que o Executivo acompanhe o processo e não permita que estejamos perante mais um negócio ao qual os cidadãos acabam por ser os mais lesados. Não havendo testes sufi cientes nos hospitais, o último recurso serão mesmo estes laboratórios particulares, mas a prudência recomenda que se vigiem os preços por estarmos a viver também uma situação que exige de todos alguma solidariedade.

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