O editorial:Tréguas na linha da frente

Angola aproxima-se de um período difícil que poderá culminar num novo estado de emergência por causa do aumento vertiginoso dos casos de covid-19. em 15 dias, de acordo com os dados avançados ontem, pela comissão multissectorial para o combate à doença, foram registados 30 por cento dos quase 9 mil casos existentes desde os primeiros há seis meses. dada a especificidade da doença, independentemente das medidas ora tomadas, os médicos são aqueles cuja missão será determinante para se vencer o desafi o. neste contexto, sobretudo nesta fase, o ideal seria que estes profissionais da linha da frente se concentrassem nos esforços para que as consequências da doença não sejam tão catastrófi cas como noutros países, em alguns dos quais as pessoas acabavam por morrer na rua e enterradas em papelão devido à sobrecarga nos vários serviços. Os problemas actuais na Ordem dos médicos acabarão por secundarizar questões primárias. a ausência de um médico no seu posto, num momento deste, pode ser tão desastroso. por isso, nestes tempos que correm, sem menosprezar as acções em curso, algumas das quais prestes a serem encaminhadas aos tribunais, é inadiável que os médicos se unam em torno do combate ao mal comum. nesta guerra contra a covid-19, nunca a máxima ‘a união faz a força’ faria tanto mais sentido do que agora. a linha da frente precisa de estar à altura do momento e dos desafios.

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