Leopoldo López chega em Madri após deixar Venezuela

O dirigente opositor Leopoldo López chegou neste Domingo (25) em Madri após deixar a embaixada da Espanha em Caracas, onde estava na condição de asilado desde 30 de Abril de 2019. A informação foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores espanhol. “Leopoldo López chegou, neste Domingo, em Madrid, podendo encontrar-se com a família”, disse a chancelaria por meio de um comunicado.

Além disso, o comunicado garantiu que a “decisão de sair da embaixada” tinha sido “pessoal e voluntária” por parte de López. O líder do partido Vontade Popular aterrou no aeroporto internacional Madrid-Barajas e, com ajuda das autoridades, saiu, sem ser visto, do local rumo à residência da família na capital espanhola. Madrid abriga outros opositores venezuelanos O pai de López, euro-deputado pelo Partido Popular espanhol, disse à agência AFP que o seu filho tinha deixado a Venezuela de forma “clandestina” através da fronteira com a Colómbia e agora estava em sua casa em Madrid.

Outros políticos opositores venezuelanos vivem na cidade, como o ex-prefeito de Caracas, Antonio Ledezma. Após a fuga de López, o Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional da Venezuela (SEBIN) realizou, no Sábado (24), uma busca num edifício habitacional, onde reside pessoal diplomático e de segurança espanhol. Um segurança privado da delegação e uma funcionária de López foram presos. ‘Novo terreno de luta’ A chancelaria espanhola condenou as acções como um “descumprimento das obrigações contidas na Convenção de Viena sobre relações diplomáticas”. Numa série de mensagens no Twitter, López afirmou que do seu “novo terreno de luta” continuará a “trabalhar dia e noite” contra o governo de Nicolás Maduro, sob a liderança do auto- proclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó.

“Deste novo terreno de luta, continuaremos cumprindo de maneira inquebrantável com as responsabilidades atribuídas como Comissários do Centro do Governo do Governo Interino da Venezuela. Sob a liderança do presidente @jguaido e em coorgime de nação com a Assembleia Nacional, a unidade democrática e aliados internacionais da nossa luta, estamos seguros de que a Venezuela será livre e democrática.”, disse. López liderou tentativa de golpe O líder opositor estava asilado na residência do embaixador espanhol desde o fracasso de uma insurreição militar liderada por ele em Abril de 2019. López tinha sido detido em 2014, após comandar uma onda de protestos contra Maduro. No ano seguinte, ele foi condenado a 14 anos de prisão por incitação à violência. Em 2017, o ex-prefeito de Chacao deixou a penitenciária e passou a cumprir pena em prisão domiciliar. Em Abril de 2019, Leopoldo López foi visto nas ruas, ao lado de Guaidó, durante a insurreição militar que acabou frustrada pelo governo venezuelano. Logo depois, o opositor procurou abrigo na residência diplomática do Chile e, em seguida, transferiu-se para a casa do embaixador espanhol.

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