Miguel Carvalho “Café pode voltar a ser o ouro de Angola”

Chama-se Miguel Carvalho, está à frente dos destinos de uma das poucas empresas interessadas na valorização da fileira produtiva do café em Angola. A Angonabeiro aposta numa cultura que já chegou a catapultar o país no top-5 dos produtores no mundo, pelo que a empresa aposta todas as fichas na internacionalização da marca Café Ginga, que já chegou a Portugal, e pode, ainda em 2021, alcançar outras geografias depois de um investimento de mais de 9 mil milhões de Kwanzas

Fale-nos um pouco da Angonabeiro… A Angonabeiro é uma empresa que nasce do envolvimento da empresa Delta do Grupo Nabeiro em Portugal com o envolvimento do mercado angolano. Portanto, o senhor Rui Nabeiro que é o fundador da empresa que ainda hoje em dia é o dono da empresa e que para estabelecer o seu negócio em Portugal, comprou sempre café de Angola e teve sempre uma relação forte com este país.
Em 1998 foi convidado pelo Estado angolano para tomar controlo de uma empresa que se chamava Liangol (que é esta onde nos encontramos) no sentido de poder trabalhar a nível de compra de café. A partir daí tivemos vários passos de desenvolvimento. Começamos a produzir café aqui e começamos a produzir a marca Ginga. Em 2000, começamos a vender café Delta em Angola. Em 2001, começamos a vender e é este, talvez, o passo mais importante de todos. Depois há uma grande reactivação de todo o processo entre 2001 e 2012 com o rebranding do Café Ginga.
Em 2012, começamos a apostar no crescimento do café verde, (portanto na compra para produzir Ginga mas também para fazer exportação). Em 2015, outro ponto alto foi a contratação de “um embaixador do café”. Renovamos esta parceria este ano porque temos uma nova campanha que é a “Campanha Café a Nova Batida de Angola” e aquilo que pretendemos é reintroduzir cada vez mais o café como elemento fundamental da dieta dos angolanos pelos benefícios em termos de saúde e de concentração de energias que trás.
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