Editorial: A fé de Dom Filomeno

Contrariamente ao que dizia Marx, a Igreja continua a ser um dos mais importantes braços de qualquer executivo. É por demais evidente a sua zona de actuação caso da educação e saúde, assim como noutros pontos. A Igreja Católica, por exemplo, tem sido um dos mais seguros parceiros do Estado angolano. Por isso, a sua visão, mesmo nos momentos mais críticos, merecerá sempre um olhar de quem dirige os destinos do país.

Não foi em vão que, nestes dias conturbados, o responsável máximo da CEAST, Dom Filomeno Vieira Dias, tenha ido ao Palácio da Cidade Alta ao encontro do Presidente da República, João Lourenço. Diz o próprio bispo que há intenção da criação de mais postos de trabalho e a melhoria das condições nos sectores da educação e da saúde no país, mas pensa que também nos deparamos com estas contingências imprevisíveis, que interferem e fragilizam todos os esforços que o executivo pretende desenvolver nesta direcção’. Mais do que os partidos políticos, os outros segmentos da sociedade se deveriam, também, posicionar na busca de soluções para os inúmeros problemas que nos afligem.

Como frisou Dom Filomeno Vieira Dias, “já vivemos momentos mais difíceis, quer a nível económico, quer social durante o período de guerra”. Este também vai passar, mas a seu ver “temos de dar todos as mãos, unir os nossos recursos materiais, intelectuais, técnicos e colocarmos todos estes meios ao serviço do desenvolvimento da nação, sobretudo nesta situação da pandemia”.

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