Egipto diz que liberdade de expressão ‘pára’ quando ofendem muçulmanos

O presidente do Egipto, Abdel-Fattah al-Sisi, disse, nesta Quarta-feira, que a liberdade de expressão deve parar se ofender mais de 1,5 bilião de pessoas, após a exibição de imagens, na França, do profeta Maomé que os muçulmanos vêem como blasfémia.

Sisi também disse que rejeita, firmemente, qualquer forma de violência ou terrorismo de qualquer pessoa em nome da defesa da religião, símbolos religiosos ou ícones. “Nós também temos direitos. Temos o direito de os nossos sentimentos não serem feridos e que os nossos valores não sejam feridos”, disse ele durante um discurso para comemorar o aniversário do profeta Maomé.

“E se alguns têm a liberdade de expressar o que está nos seus pensamentos, imagino que isso pare quando se trata de ofender os sentimentos de mais de 1,5 bilião de pessoas”, acrescentou.

O Grande Imã da Universidade al-Azhar do Egipto, um dos lugares mais eminentes do aprendizado muçulmano sunita, também pediu à comunidade internacional que criminalize acções “anti-muçulmanas”. O xeque Ahmed al-Tayeb, que está à frente da instituição de mil anos, também disse que al-Azhar rejeita, veementemente, o uso do sentimento anti-muçulmano para reunir votos nas eleições. O líder da Turquia, Tayyip Erdogan, pediu um boicote às mercadorias francesas e o parlamento paquistanês aprovou uma resolução pedindo ao governo que retire o seu enviado de Paris.

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