Advogado acredita na imparcialidade dos juízes que estão a julgar os manifestantes

Alegou que os manifestantes não praticaram acto ilícito para que sejam condenados, mas apenas um direito que está protegido na Constituição

O advogado da Associação Mãos Livres(AML)David Mendes acredita na imparcialidade dos juízes do Tribunal Provincial de Luanda(TPL) que estão a jugar o processo dos 104 manifestantes, detidos pela Polícia Nacional no dia 24 deste mês.

Os manifestantes, maioritariamente membros da Sociedade Civil, e alguns militantes da UNITA, com destaque para o secretário nacional da Juventude Unida Revolucionária de Angola(JURA), Agostinho Kamuango, estão a ser acusados de crimes de “arruaça e desobediência”.

O advogado David Mendes, director para litigação da Associação Mãos Livres, cuja organização assegura a defesa dos manifestantes com uma equipa de mais de 20 advogados, coordenado por Salvador Freire, acredita num bom trabalho do Tribunal na realização de um julgamento justo e à dimensão de cada acto.

Sem interferir na actividade dos juízes, David Mendes considera ser um processo complexo, mas a responsabilidade deve ser individual e não de forma colectiva, pelo que apela que a lei seja cumprida.

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