Editorial: A visão do MPLA

Depois dos acontecimentos do dia 24, mesmo com os pronunciamentos de diversas personalidades do MPLA, o que se esperava era o que seria dito pelo Presidente deste partido que sustenta o executivo angolano, tendo criticado a UNITA pelo apoio à manifestação numa fase em que a pandemia da Covid-19 atinge números alarmantes.

Fê-lo ontem, durante a reunião do Comité Central do seu partido, reconhecendo ser a manifestação um direito constitucional e que tem “muito orgulho (…) não só pelo que já deram ao país, se tivermos em conta que foram os jovens que libertaram o país do jugo colonial, mas porque são jovens os principais quadros que asseguram os importantes sectores da vida nacional”.

No mesmo momento em que se mostrou agastado com a detenção de jornalistas, que espera não volte a ver a ocorrer. Porém, a questão da empregabilidade tem sido das mais criticadas pela juventude.

O líder do MPLA garante que “o aumento da oferta de empregos vai acontecer com a entrada em funcionamento, em breve, de importantes indústrias, construídas com dinheiro público, que estiveram paradas por gestão danosa”, assim como “a implementação dos programas de transportes e vias de comunicação, bem como do Plano integrado de intervenção nos Municípios (PiiM)”.

Os argumentos esgrimidos pelo líder do partido no poder é de que muitas das promessas ainda podem ser cumpridas, independentemente da situação que se vive. Algumas vezes, mais do que o arranque, é o sprint fi nal que determina o alcance de uma vitória

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