Hernany Pena Luís: “Se resolvêssemos o problema da economia informal, o nosso actual PIB duplicaria”

Economista Hernany Pena Luís considera o desafio da transição da economia informal para formal uma medida que duplicaria o Produto Interno Bruto, na medida em que movimenta cerca 64 mil milhões de dólares

O Presidente da República, João Lourenço, convidou investidores internacionais a examinarem as oportunidades de negócios em Angola quando discursava no Fórum sobre Investimento em Angola, no âmbito da iniciativa anual britânica conhecida como “África Debate”. O investimento privado é o caminho para sairmos da situação em que se encontra a economia, certo?

O Presidente da República assume aqui, em primeira mão, a responsabilidade de capitalizar o investimento para o país. A sua participação nesse encontro, organizado pela Fundação do antigo primeiro-ministro britânico, Tony Blair, dá um sinal claro que ao mais alto nível há uma preocupação tácita para que o investimento venha para Angola e que será acarinhado e protegido. O Presidente da República passa a mensagem de que, em Angola, hoje é efectivamente um lugar mais seguro do ponto de vista de negócios. Estamos recordados que nesse painel havia cerca de 600 participantes, o que, de alguma forma, é significativo e representativo, tendo em conta a dimensão que o fórum encerra.

O Presidente informou aos investidores sobre o curso dos processos que visam a melhoria do ambiente de negócios, nomeadamente a revisão da lei do investimento privado, a liberalização da taxa de câmbio e acções contra a corrupção e a impunidade. Isso chega?

É, claramente, um passo. Não é suficiente, mas é importante que haja esse sinal. Acompanhei o discurso na íntegra e o próprio Presidente da República reconhece que não é suficiente, mas há aqui margem para que se faça melhoria, em função dos passos que os empresários vão ganhando espaço. Um dos caminhos para mitigar essa crise, que já se arrasta há alguns anos, passa necessariamente pela dinamização do investimento privado, particularmente o estrangeiro, porque a poupança interna há muito que não é suficiente, para recalibrar as contas públicas e gerar mais oportunidade de emprego.

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