hernany Pena Luís:“Quem vê o país de fora até 2019 tem uma percepção de que houve algum progresso”

O economista hernany Pena Luís disse ao programa Economia Real, da Rádio Mais, que a melhoria de Angola no Índice Ibrahim de Governação Africana é resultado das reformas que o Executivo desenvolve desde o início da actual legislatura

Angola registou melhoria ao acumular 40 pontos em 2019, no Índice Ibrahim de Governação Africana, mais 5,4 do que em 2010. O que esta informação representa para o país e para os mercados?

No meio de tantas más notícias que vimos analisando nas últimas semanas, sobre outras instituições, essa notícia vem dar, claramente, uma outra perspectiva àquilo que tem sido as reformas que o próprio Executivo, liderado pelo Presidente João Lourenço, vai encetando no país, desde que chegou ao poder, até ao ano de 2019. Há, aqui, uma avaliação daquilo que tem sido as reformas, no âmbito mais transversal, desde a participação do cidadão na vida pública.

A participação pública dos cidadãos, hoje, é mais aberta, se fizermos uma comparação com o período antes da chegada do Presidente João Lourenço ao poder. Há, aqui, também outros elementos ligados à inclusão, ao estado de direito, desenvolvimento humano e oportunidade de negócios. Quem vê o país de fora, pelo menos até 2019, tem aqui uma percepção de que houve algum progresso. Infelizmente, em 2020 entramos num ano extremamente atípico a todos os níveis, com a pandemia da Covid-19, que esmorece todas as previsões dos governos, das empresas e das famílias.

Que critérios objectivos o Índice Ibrahim de Governação Africana usa para avaliação dos países?

De forma geral, o Índice olha para a governação. Olha para questões muito concretas, como a participação do cidadão na vida pública, a segurança, o estado do direito e o desenvolvimento humano. Para o nosso caso em concreto e para o continente em geral, há aqui algumas recomendações no sentido de as sociedades africanas abrirem um corredor de maior auscultação, a abertura dos governos para abordagem dos problemas críticos, a participação de jovens em manifestações e outros movimentos sociais. Deve haver um caminho de maior diálogo para consolidar essa conquista de que o relatório faz menção.

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