Presidente da Comissão Europeia diz que é preciso aprovar a reforma do sistema de migração da UE

Sistema de migração dos países da União Europeia não funciona e precisa de uma reforma urgente, declarou Ursula von der Leyen

Em pronunciamento feito nesta Quinta-feira (19) em uma conferência sobre a política da União Europeia para migração e asilo, realizada on-line pelo Parlamento Europeu, a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, fez um apelo aos países do bloco para que sejam retomadas as discussões sobre a migração no continente. A migração é um facto para a Europa – e sempre será. É hora de nos unirmos e forjar uma solução comum. O nosso Novo Pacto oferece o novo começo de que a Europa necessita. Fico feliz em falar na Conferência sobre Migração e Asilo na Europa. “O sistema actual não funciona.

O pacto sobre migração e asilo apresentado por nós nos permitirá seguir um novo caminho”, afirmou. A Comissão Europeia insiste na retomada dos debates sobre Pacto Europeu para as Migrações, que foi elaborado após consultas com todos os países da região. Porém, divergências entre as nações impossibilitam que o projecto entre em vigor. “A solução que satisfaz a todos simplesmente não existe. É preciso reconhecer a existência de divergências, superá-las e seguir em frente. Este dossier não pode ficar imobilizado”, frisou Von der Leyen.

Ao assegurar que a situação é complicada em alguns países, ela disse que não vê sentido em travar batalhas e apelou para que seja encontrada uma solução sem demora. “É necessário tanto para os imigrantes e refugiados como para os nossos cidadãos”, sublinhou. Na opinião dela, a migração, se bem administrada, “enriquece as sociedades, dando-lhes novos talentos”.

Pacto europeu para as Migrações

A Comissão Europeia apresentou o seu projecto de um novo pacto da UE sobre a migração no final de Setembro. Este documento propõe o reforço do controlo dos imigrantes nas fronteiras da UE e a aceleração do estudo dos pedidos de concessão de asilo. Prevê-se também o estabelecimento da responsabilidade comum dos 27 membros da UE pela admissão e repatriação de imigrantes, assumindo assim o alívio da pressão sofrida por países como Grécia, Itália e Malta, que enfrentam o maior fluxo de imigrantes. A Comissão Europeia também deseja apresentar um plano para a integração dos imigrantes legais na UE. As novas iniciativas causaram divergências no continente europeu. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, declarou que não classifica o projecto de um novo pacto sobre migração e asilo como um avanço sério. Segundo ele, a UE deveria pensar em como conter a chegada de imigrantes.

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