É de hoje… Ano para esquecer

Há dias em que temos que saber o que falta. Felizmente, há muitos dias por avançar e ficar. Infelizmente, há muitas coisas por avançar. Reza a história que as medidas de prevenção e controlo da propagação do vírus Sars-Cov-2 (Covid-19), que vigoram desde o dia 24 de Outubro último, em Angola, tendem a surtir efeitos positivos, em função do decréscimo que se registou no número de novos casos, na última semana.

Ontem, o ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Adão de Almeida, disse que, felizmente, corroborando ou não, quando falava durante a conferência de imprensa sobre a renovação da Situação de Calamidade Pública, que vigora desde 25 de Maio último, em Angola, existem outros caminhos. Segundo o ministro, em Outubro, o país registava uma taxa de infecção elevada, que estava acima de 2,5 por cento, enquanto neste mês se regista um abrandamento no número de infectados, particularmente na última semana.

“A avaliação da actual situação epidemiológica, feita pela Comissão Multissectorial para o Combate e Prevenção à Covid-19, indica que as actuais medidas parecem começar a surtir algum efeito positivo, tendo em conta o registo de um decréscimo no número de infectados na última semana”, reafirmou. Fruto dessa tendência (diminuição de casos positivos), afirmou, o Governo decidiu manter, por mais 30 dias, a contar do dia 23 deste mês (Segunda-feira), as medidas que, actualmente, vigoram no país.

Entre várias medidas contidas no Decreto Presidencial que declara a Situação de Calamidade Pública em Angola, destaca-se o adiamento do reinício das aulas no ensino primário (1.ª à 5.ª classe), que esteve previsto para o dia 26 de Outubro.

O documento determina ainda o dever cívico de recolhimento domiciliar, das 22h00 às 5h00 da manhã, assim como a obrigação do uso da máscara facial em locais públicos. Determina que os mercados funcionam às Terçasfeiras, Quintas-feiras e Sábados, entre às 06 e às 15 horas, tal como a venda ambulante individual. O decreto determina também que a província de Luanda continue em cerca sanitária por mais 30 dias, por ser o epicentro da pandemia e a única região com contaminação comunitária do vírus Sars-Cov-2 no país.

Os serviços públicos funcionam das 8 às 15 horas, sendo que, na província de Luanda, está fixada a presença de apenas 50% da força de trabalho. Há excepções, podendo operar com a totalidade da força de trabalho, os serviços portuários e aeroportuários e conexos, as delegações aduaneiras, os órgãos de defesa e segurança, os serviços de saúde e de comunicações electrónicas, os órgãos de comunicação social, os serviços de energia e águas e também os de recolha de resíduos.

A prática desportiva individual e de lazer em espaços abertos é permitida todos os dias, mas entre as 5h30 às 07:30 e das 17h30 às 19h30. Os praticantes ficam desobrigados do uso de máscara facial durante a realização de actividades individuais, com o agrupamento de até cinco pessoas. Por mais que se queira fugir, o caminho e sinais andam por demais evidentes. Basta que se queira ver.

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