Editorial // Suspenso

Nestas práticas envolvem-se, quase que diariamente, centenas de indivíduos de vários estratos sociais, muitos deles representantes do aparelho do Estado (fiscais), das Forças Armadas Angolanas, da Polícia Nacional e, até mesmo, das comissões de moradores legitimamente eleitas, segundo a Angop.

Infelizmente, apesar do reforço das medidas de fiscalização, por parte das autoridades municipais, é comum assistir, nos dias de hoje, a conflitos constantes nas reservas fundiárias, entre os gestores locais e os invasores. Só não vê quem não quer.

Dados do Governo Provincial de Luanda, a que a ANGOP teve acesso, indicam que os municípios de Cacuaco, Belas e Viana são, actualmente, aqueles com maiores casos de ocupação desordenada e venda ilegal de terrenos nas reservas fundiárias do Estado, destinados para projectos sociais.

Um dos grandes exemplos deste problema, que começa a tirar o sono às autoridades do Estado em quase todos os municípios e distritos de Luanda, é o Bairro denominado Tanque-2, localizado na margem direita de acesso à cidade do Sequele. Espera-se que existam, no mínimo, interesses de quem queira ver o mesmo caminho. Salvo isso, há caminhos por fora para serem observados.

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