PGR e família de Inocêncio Matos divergem sobre resultado da autópsia

Volvidos mais de 10 dias, ainda não há uma data para o sepultamento do jovem Inocêncio Matos, morto durante a manifestação de 11 de Novembro, em Luanda. A Procuradoria-Geral da República (PGR) diz que o corpo está disponível e afasta-se de qualquer responsabilidade, enquanto o advogado da família avisa que sem nova autópsia não haverá enterro e ameaça recorrer às instâncias internacionais

A PGR diz ter recebido uma reclamação sobescrita pelo advogado da família do malogrado, datada de 18 de Novembro do corrente ano, para a realização de uma segunda autópsia, atendendo que a primeira, realizada há 13 do mesmo mês aconteceu sem a presença de nenhum representante do falecido. Num comunicado a que OPAÍS teve acesso, distribuído ontem aos órgãos de comunicação social, a PGR explica que ordenou a realização de um segundo acto médico-legal, em que deveriam participar, além do médico legista, o magistrado do Ministério Público, um médico e membro da família acompanhado pelo advogado.

No documento, a PGR esclarece que a segunda autópsia estava marcada para o dia 19 de Novembro, mas que ficou adiada pela falta de comparência dos familiares de Inocêncio Matos e do advogado que terão justificado pela tomada de conhecimento tardio do reexame. Adiante, explica que foi remarcada a autópsia para o dia 20, ontem, na presença de todas as partes a cima referidas, todavia, “o advogado recusou-se, categoricamente, a participar da autópsia, por não ter sido autorizada a entrada de um fotógrafo alheio à profissão forense”.

A PGR socorre-se ao disposto no artigo 197.° do Código do Processo Penal para sustentar que o fotógrafo não está habilitado de conhecimentos técnicos e científicos que lhe permitam exercer esta tarefa.

 

 

Leia mais na edição em PDF do Jornal OPais Diário.
Faça já a sua subscrição!
Envie um e-mail para info@opais.co.ao e tenha acesso à todas as notícias na íntegra.

leave a reply

error: Conteúdo Protegido!