A profissão de marceneira nas mãos de uma mulher

A profissão de marceneira nas mãos de uma mulher

No município do Tômbwa, província do Namibe, vive uma jovem que decidiu enfrentar os comentários machistas e escolheu aprender a fabricar móveis e outros objectos de madeira. O jornal OPAÍS conversou com Maura Carlos, por ser das poucas mulheres com coragem para exercer um trabalho dominado pelos homens.

Esta entrevista, feita via telefone, só foi possível após três dias de tentativas, porque, coincidentemente, sempre que fosse contactada, estava a trabalhar e, com o barulho da marcenaria, não ouvia o seu telefone chamar. No terceiro dia, já em casa, e sob o olhar atento da filha que precisava da atenção da mãe, disse, Maura teve de arranjar um tempo para nós.

Conta que tudo começou com uma curiosidade em saber como funciona esta profissão, mas depois decidiu sustentar a curiosidade, fazendo um curso no INEFOP – o centro fica no Cambanda, muito distante da sua zona de residência (no Gika), mas, ainda assim, arriscou.

O curso tem a duração de oito meses, mas, infelizmente, por conta da pandemia, teve uma paralisação nas aulas e, quando retomaram, reduziu-se para seis meses. Maura está há três meses no curso, mas, antes disso, tomou a decisão de praticar , numa marcenaria, esta profissão.

 

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