Carta do leitor: E o ovo vai virar “ouro”

Carta do leitor: E o ovo vai virar “ouro”

Cordiais saudações! Está a chegar o Natal. É verdade. Apesar da crise financeira e económica, que piorou com a crise da Covid-19, está a chegar o Natal. Este ano é dos piores que já vivemos, com muitas mortes, não apenas vítimas de Covid; com muita carência, muitas detenções, muitas surpresas e muitas coisas más. Ainda assim, vem aí o Natal. Se vamos comemorar como, não sei! Mas o Natal não pode passar em branco. E não passando em branco implica dizer que vamos ter bolos, bolinhos, pudins e “cozido à portuguesa”. Eis que, infelizmente, nesta altura, alguém decide encarecer o preço dos ovos. Também, pudera, desde que decidiram adoptar a medida de proteccionismo a favor deste produto, quando devíamos registar um decréscimo no preço, só aumenta cada vez mais.

O preço do ovo só aumenta e com o advento do Natal, agravada com a crise económica e financeira, prevê-se que a situação venha a piorar. Muitos oportunistas irão vender mais caro ainda este produto muito procurado em época de festa. Actualmente, no bairro, um ovo  custa 100Kz, quando não foi há 5 anos que o ovo custava 15Kz. Escrevo esta carta para chamar a atenção do INADEC, como órgão de defesa dos consumidores, no sentido de aumentarem a fiscalização nas principais superfícies comerciais, nos armazéns grossistas das zonas suburbanas, bem como nos retalhistas (cantineiros, entre outros).

Estamos todos com fome e a fome, muitas vezes, nos obriga a fazer coisas más. E vender um produto ao triplo do preço é também uma das mil coisas más. Por outra, é importante que o nosso Estado repense esta política de proteccionismo adoptada, pois quando devíamos ter benefícios, enquanto consumidores finais, estamos a pagar muito mais caro o produto. Se não há condições para dar resposta à procura, não se fecha ou não impossibilita a entrada de estrangeiros. O ovo está muito caro, e no Natal vai virar “ouro.