Editorial // Passado é presente

Editorial // Passado é presente

Poucos são os que se orgulham de esquecer algo. Existem muitos que olham para o passado como se fosse algo sem importância, tudo porque, infelizmente, percebemos pouco de onde viemos e muito menos dos passos que o futuro nos reserva. A nossa memória colectiva é quase míope.

Não está em causa o que a vida, com sinceridade, pode oferecer. Mas sim tudo quanto se pensou, passou e necessita e é importante para o presente, sobretudo. Ao inaugurar o novo edifício do Arquivo Nacional de Angola, com cinco pisos, que alberga 69 salas de arquivo, três de exposições e nove de formação, 39 escritórios, dois laboratórios, dois auditórios, entre outras dependências, deu-se um passo enorme.

Muitos dirão que se trata de um orçamento colossal. Mas para que se mantenha o chip do passado activo, não há dinheiro que resolva. Com um orçamento inicial de 72 milhões de Dólares, o Arquivo Nacional de Angola vale mais pelo que irá representar. O edifício surge no âmbito da concretização da agenda do Plano de Desenvolvimento Nacional, que prevê na área da Cultura, entre outros objectivos, a implementação do Sistema Nacional de Arquivos.