Boris Johnson promete fim de novas medidas em 3 de Fevereiro

Boris Johnson promete fim de novas medidas em 3 de Fevereiro

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, prometeu levantar em Fevereiro as novas restrições contra a pandemia que deverão entrar em vigor na Quarta-feira, segundo uma carta enviada aos deputados contestatários e ontem divulgada. De acordo com a agência EFE, que cita ‘medias’ britânicos, Boris Johnson escreveu aos deputados do seu partido que contestam o novo sistema de restrições para tentar evitar o chumbo da proposta, explicando que estas expiram a 3 de Fevereiro. Cerca de 80 deputados conservadores rejeitam o polémico plano do Governo para impor medidas restritivas às diferentes áreas do país segundo três níveis de risco (médio, alto e muito alto), tendo como base a incidência da covid-19.

A proposta vai ser discutida e votada no parlamento britânico na Terça-feira. A pandemia da covid-19 provocou já 57. 551 mortos no Reino Unido, em mais de 1,6 milhões de casos de infecção com o novo coronavírus detectado há cerca de um ano, na China. Segundo a carta divulgada, Boris Johnson admite até que estas medidas de combate à pandemia poderão ser suavizadas ainda durante o mês de Dezembro, e que em Janeiro se votará novamente a esse respeito. Estas medidas poderão entrar em vigor depois de o Reino Unido ter sido sujeito a um confinamento quase total de quatro semanas. Três níveis Nas regiões com um nível máximo, como é o caso da cidade de Manchester, continuarão proibidos os encontros sociais (interiores e exteriores) e permanecerão encerrados todos os bares que não funcionem em regime de ‘takeaway’.

No nível intermédio, que inclui cidades como Londres e Liverpool, estão proibidos encontros entre pessoas de diferentes agregados familiares, manter-seá a limitação de seis pessoas para reuniões no exterior e fixa-se o horário de encerramento de bares e restaurantes às 23:00, salvo para ‘take-away’. Por outro lado, será permitido aos estabelecimentos servir bebidas alcoólicas quando venham acompanhadas por uma refeição “substancial” e os espectadores poderão voltar de forma limitada aos recintos desportivos e às salas de espetáculo. Também serviços não essenciais, como salões de cabeleireiro, poderão reabrir.