Cidadão queimado vivo por causa da morte de Segunda Amões

Cidadão queimado vivo por causa da morte de Segunda Amões

Depois de ter sido anunciada a morte do patrono da aldeia Camela Amões, alguns cidadãos, inconformados, realizaram uma espécie de caça às bruxas com o intuito de fazerem justiça com as próprias mãos, tendo como alvos as pessoas que consideravam “inimigas” do empresário, de acordo com uma fonte de OPAÍS. Foi assim que, durante a “rusga”, se depararam com o cidadão a que acusaram de ter sido o causador da morte do empresário que estava a transformar para o melhor a vida de milhares dos habitantes deste projecto. Para os populares, o empresário angolano não morreu de doença natural, mas em consequência de uma “tala”, mina tradicional, que lhe foi colocada antes de ter sido encaminhado à África do Sul para tratamento médico, onde veio a falecer 10 dias depois. Ao tomarem conhecimento do sucedido, uma equipa de efectivos da Polícia Nacional, destacado no Comando Municipal do Cachiungo, deslocou-se ao local para investigar o que se estava a passar. Segundo a nossa fonte, os dados preliminares indicam que es
ta barbárie foi praticada por indivíduos que supostamente pertencem à família de Segunda Amões, alguns dos quais foram detidos preventivamente. Para evitar que situações do género volte a acontecer, o Comando Municipal do Cachiungo reforçou o patrulhamento auto e a pé nesta aldeia que acolhe cerca de 2 mil habitantes. Em entrevista à Rádio Mais no Huambo, o administrador da Camela Amões, Armando Cachitoto, descreveu a morte de Segunda Amões como sendo uma dor bastante forte e que estão a preparar-se para gerir esta nova fase.

 

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