Carta ao leitor:O diálogo deve ser estendido permanentemente

Carta ao leitor:O diálogo deve ser estendido permanentemente

Saudações, preclaro
Coordenador do Jornal
OPAÍS e demais
funcionários!

É com grande preocupação que tenho estado a observar a forma como muitos, têm lidado com a situação do momento − a covid-19. Por este motivo, tal como já aqui escrevi, denunciando as crianças que depois das aulas, se expõem à rua sem fazer o uso correcto das máscaras, apelando aos pais um diálogo ferrenho com estes, para a mudança de comportamento, hoje volto a tocar no assunto, não para falar de crianças, mas sim de jovens aparentemente estudantes universitários, do Instituto Superior Internacional de Angola (ISIA).

Ora, no dia 02 de Dezembro do corrente ano, às 13:16 minutos, a caminho do Benfica, quando desci do táxi que saía do Camama, na paragem, ao lado da pedonal adjacente ao Instituto acima citado, feita a travessia para o lado oposto, 30 metros (suponho) depois da esquadra móvel da Polícia que aí se encontra, junto ao posto de abastecimento da Sonangol, debaixo duma árvore, me deparei com um conjunto de jovens, numa barulhenta conversa, maior parte deles, desprovidos de máscaras e outros com máscaras debaixo do queixo, como se o mal que assola o Mundo não existisse mais.

Fiquei tão perplexo, ao ver aquela tragicomédia praticada por jovens que supostamente deveriam ajudar o Executivo, na sensibilização da população. Porém, foi aí que percebi que o diálogo não deve ser só com as crianças, deve ser estendido permanentemente para os jovens e quiçá adultos, em escolas, universidades e não só, para o nosso bem. Bem-haja a protecção contra a covid-19, bem-haja a vida!

Valentino Frederico, estudante
de Psicologia do Trabalho e das
Organizações