O editorial:Falcão acutilante

O editorial:Falcão acutilante

É seguramente um dos primeiros secretários do MPLA mais aguerridos na actualidade. Faça sol ou faça chuva, Rui Falcão Pinto de Andrade, que já esteve na informação do partido, tem vindo a público criticar acções do Executivo, a posição de determinados colegas, sobretudo apontando caminhos para a melhoria de alguns projectos em curso. Ao dizê-lo, contrariamente ao que muitos prognosticam, não se atira contra o seu partido. Demonstra a mesma sintonia quanto aos objectivos traçados que não passam por esmorecer caso se pretenda oferecer um país melhor de que todos se possam orgulhar. Trata-se de um desejo que sempre manifestou, independentemente das vissicitudes por que passa, razão pela qual houvesse quem, desde cedo, o apodase de ‘jovem turco’ nas hostes do próprio MPLA.

Nos últimos, como tem sido hábito, voltou a afirmar o combate à corrupção, baseando-se no lema “Corrigir o que está mal e melhorar o que está bem”, adoptado pelo seu partido ainda durante a campanha de 2017. Como tem sido característico, Falcão garante que o reconhecimento de que alguns camaradas estão envolvidos em práticas desonestas não é uma fraqueza do seu MPLA. Antes de tudo uma autocrítica para que seja a própria organização a resolver o problema, como tem feito nos últimos meses. E não há pejo em assegurar que os prevaricadores, que mancham a imagem do partido, sejam afastados para benefício de uma maioria.