O editorial: É possível a ética em política

O editorial: É possível a ética em política

O Tribunal Supremo dá início, hoje, em Luanda, ao julgamento de uma das figuras mais mediáticas ao seu tempo, enquanto director do GRECIMA, um gabinete afecto ao círculo do Presidente José Eduardo dos Santos. Os números dos montantes envolvidos nos crimes de que vem sendo acusado são sumamente escandalosos, assim como o modus operandi que esteve associado ao descaminho dos valores do seu circuito normal.

Em Benguela, o governador Rui Falcão Pinto de Andrade faz mesmo a defesa de uma depuração de figuras que tenham pautado por comportamentos que prejudicaram o país a começar pela assumpção da culpa e se autodemitirem dos cargos em que ainda se encontram nomeados. Diante do quadro sócio-económico actual, de extrema precariedade para uma maioria da população angolana, mais não se espera da Justiça que ela seja feita em nome deste povo, e que fique vincada a ideia da necessidade de, porque é possível, se estar na política com alguma ética.