Editorial: Corrupção

Editorial: Corrupção

Comemorou-se ontem, no mundo, o Dia Mundial de Combate à Corrupção, um mal de que Angola padece há vários anos e que chegou a ser descrito pelo então Presidente José Eduardo dos Santos como o segundo depois da guerra.

Não há dúvidas de que a corrupção continua a fazer morada no país, uma vez que os longos anos de existência e os tentáculos criados não permitem sequer que se alvitre que num curto espaço de tempo se consiga estancar. E muito menos as ramificações.

Antes de 2017, altura em que João Lourenço chegou ao poder, quase todos se queixavam da necessidade de um combate acérrimo. Quando este assumiu o poder os primeiros passos foram dados, sendo o inicial o estabelecimento de um consenso, através de uma lei que a própria oposição criticou fortemente por achá-la demasiado branda.

Como se não bastasse o período inicialmente vigente, da famosa lei de repatriamento de capitais, em que aqueles que delapidaram fortemente o Estado teriam a possibilidade de manter os seus activos, o que se assistiu foi um período de anormalidade em que estes se recusaram pura e simplesmente. O que se vive hoje é em grande medida a consequência da inconsequência de alguns que não acreditam até hoje em novos tempos.