Fora da Casa Branca, Trump enfrentará futuro um incerto e ameaças legais

Fora da Casa Branca, Trump enfrentará futuro um incerto e ameaças legais

Depois do fracasso de os seus esforços jurídicos para reverter a derrota que sofreu a 3 de Novembro para o democrata Joe Biden, que na Segunda-feira venceu a votação Estado a Estado do Colégio Eleitoral, que determina formalmente o presidente do país , Trump voltará à vida privada no dia 20 de Janeiro com uma variedade de opções.

Entre elas está outra candidatura à Casa Branca em 2024 ou novas empreitadas nos media, mas elas estão ofuscadas por ameaças legais e desafios empresariais em potencial. Só uma coisa é certa: a sede de Trump pelos holofotes fará com que ele se desvie do caminho de presidentes anteriores, como George W. Bush, que passou a pintar em recolhimento, ou Jimmy Carter, com seu activismo global. O futuro de Trump, como a sua Presidência, provavelmente será ruidoso, audacioso e insolente.

Nem tudo estará sob seu controlo. Ele enfrenta uma série de acções legais civis e criminais relacionadas com os negócios da sua família e com as suas actividades antes de tomar posse, que podem acelerarse assim que ele perder as protecções legais garantidas ao ocupante do Salão Oval. O empreendedor imobiliário transformado em estrela da televisão está cogitando diversas manobras para continuar a chamar a atenção.

Trump, que se recusou a reconhecer a derrota nas urnas e continua a fazer alegações infundadas de fraude eleitoral generalizada, disse a aliados que está a estudar outra candidatura presidencial. Ele até aventou a hipótese de não comparecer à posse de Biden e anunciar a sua candidatura para 2024 no mesmo dia, uma medida que lhe permitiria manter os comícios de campanha estridentes de 2016 e 2020.

Isso complicaria a vida de uma lista longa de outros republicanos que cogitam candidatar-se para 2024, entre eles o actual vice-presidente, Mike Pence, a ex-embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Nikki Haley, e os senadores Marco Rubio e Tom Cotton, que teriam que levar em conta a possiblidade de concorrer com Trump. Mas seria o tipo de rompimento das normas que Trump adora. A Constituição dos EUA permite que os presidentes se reelejam, e os mandatos não precisam de ser consecutivos. Trump já montou um comité de acção política que lhe permitirá arrecadar fundos e exercer influência no partido depois que entregar