Carta do leitor// Problemas no Zango

Carta do leitor// Problemas no Zango

Tem sido recorrente o surgimento de cartas nesta secção sobre as condições de vida a que estão entregues muitos moradores do Zango. Gostaria de me associar ao coro que tem sido feito por causa dos focos de lixo que aumentam, consideravelmente, nesta parcela de Luanda. Pela sua estrutura arquitectónica, que possibilita a circulação de automóveis e dos próprios transeuntes, era impensável que qualquer dia víssemos, como hoje, os amontoados de lixo, em determinadas artérias, havendo pontos em que estão praticamente a invadir os passeios.

Os moradores também são culpados pelo que se assiste, mas ainda assim ao Estado – ou as operadoras – não lhes compete apenas recolher o lixo. No Zango há o exemplo da Vasso Força que tem usado resíduos para a produção de vassouras e outros bens a partir de meios reciclados. Está mais do que visível que o distrito cresceu muito. Não se pensava, sequer, que fosse existir a moldura humana existente neste momento.

Por isso, devem ser também criados mecanismos para que não se chegue ao ponto de se ver a zona como uma autêntica lixeira. Nada ainda está perdido. Mas para tal, é necessário que as autoridades e as organizações de moradores se mobilizem para travar a anarquia que se assiste em alguns locais. Os Zangos 3 e 4 estão a ser um exemplo de que se não se cuidar o que já existe, muito ainda se poderá deteriorar. Diz-se que existe um administrador no referido distrito, mas prefiro acreditar que não, porque há coisas que um gestor visionário faria. Não basta só alardear a falta de verbas. Júlio Sakamundua Zango