Editorial: As manifestações

Editorial: As manifestações

Embora algumas tenham ocorrido de forma incipiente na vigência do Presidente José Eduardo dos Santos, os primeiros anos de João Lourenço serão marcados, intimamente, pela sequência de manifestações que vão ocorrendo.

Semana sim, semana não, são vários os grupos que se têm desdobrado na sua realização, alguns dos quais ultrapassados por não conseguirem fazer jus às causas que inicialmente apregoam quando se informa as autoridades das províncias em que ocorrem.

 

Por exemplo, longe da melhoria das condições de vida, dos preços, dos serviços de saúde, água e energia, há quem se manifeste hoje, há poucos anos das eleições, para que o Presidente abandone o poder e o seu partido afastado, sem que para tal se recorra às urnas.

Ontem, durante o encontro com os órgãos de defesa e segurança, João Lourenço referiu que ”é possível realizarem-se manifestações ordeiras e que atingem na mesma o seu objectivo, de levar a mensagem que se pretende às autoridades e à sociedade”. O repto está lançado, restando apenas saber se a sociedade irá tirar partido desta posição para que não ocorram mais situações que em nada ajudam quem se manifesta e muito menos os que devem proteger tais iniciativas.