Um rio transformado em tela

Um rio transformado em tela

São trezentos metros, já a entrar para o mar, na Nova Marginal de Luanda, de uma extensão de perto de três quilómetros de um rio que o é apenas pelo nome. É mais como um canal, mas os técnicos não hesitam e tratam-no mesmo como vala. É uma das 14 valas de macro-drenagem de Luanda.

Esta nasce no bairro chic de Alvalade, onde moram poderosos e ricos, e desagua na Kinanga, um pequeno bairro mal estruturado contíguo ao Bairro Azul, outro chic e vizinho das estruturas dos poderes político, judicial e legislativo. A Kinanga é como a vizinha pobre do Bairro Azul. Pela sua parte do Rio Seco passam dejectos de toda a ordem, um “festival” de poluição que se encaminha para o mar. “É preciso requalificar a Kinanga”, pensaram um grupo de arquitectos paisagistas e a Administração do Distrito Urbano da Ingombota (que significa mato, árvores), e assim se fez. No dia 20 de Novembro, o mural foi inaugurado, dando outra vida às fachadas de casas coladas umas às outras e atraindo para si os olhares de quem passa.

As árvores de Angola são o tema central da obra que demorou perto de um mês a ser trabalhada e para a qual foram usados 540 litros de tintas de água de várias cores, 24 litros de tintas de óleo de várias cores e 18 latas de spray, segundo a arquitecta Yara Andrade. Ela e o arquitecto Belarmino Santos, ambos da BS Architects, ele como coordenador do atelier, envolveram-se directamente no projecto que lhes pertence.

 

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