Carta do Leitor: Não estamos tão distantes

Carta do Leitor: Não estamos tão distantes

Antes mesmo de terem sido registados os primeiros casos de Covid 19, o executivo angolano procurou acalmar criando condições e tomando medidas para que a doença não atingisse proporções alarmantes. Decretou-se o Estado de Emergência, restringiu-se direitos e liberdades, mas era necessário que assim acontecesse para que não se perdesse o rasto. Infelizmente, assistimos casos como aqueles do avião, em que alguns governantes foram acusados de terem retirado os parentes para que não fossem transferidos para os centros de quarentena .

Mesmo assim, a pandemia chegou. Os primeiros casos registados e disseminados para outros pontos do país. Do mesmo modo, o executivo criou hospitais, alguns dos quais de campanha, para que se pudesse dar aos angolanos assistência adequada. Apesar das críticas, muito foi feito. Era quase impossível travar algumas mortes, por causa das co-morbilidades existentes, mas muito se tem feito ao longo dos anos.

E devemos também reconhecer, embiora seja missão de quem nos dirige proporcionar tais meios. Quando ontem li sobre o plano de vacinação, com data inclusive para a chegada do primeiro lote de vacinas, sentime de alguma forma honrado.

É que mesmo com a crise que se abate sobre o país, não se tem medido esforços para que Angola acompanhe os passos dos grandes. Tanto a nível de infraestruturas como meios para o efeito. Não fosse a covid 19, certamente que hoje estivéssemos a trilhar outros caminhos. Há vontade para tal.

Manuel Lopes Belas, Luanda