OTAN aponta Rússia como maior ameaça por não poder combater, eficazmente, a China e o terrorismo islâmico

OTAN aponta Rússia como maior ameaça por não poder combater, eficazmente, a China e o terrorismo islâmico

Jared Sembritzki, general da Bundeswehr (forças armadas da Alemanha), apontou Moscovo como “a maior ameaça” e “cada vez mais agressiva” no que chamou de instabilidade no Leste Europeu. A Rússia continua a ser a maior ameaça à OTAN, devido à dificuldade em encontrar outra ameaça que possa ser combatida efectivamente, segundo Jared Sembritzki, general da Bundeswehr (forças armadas da Alemanha), e chefe do Estado-Maior do Exército dos EUA na Europa e África.

Durante entrevista ao jornal FAZ, o militar alemão afirmou em resposta a uma pergunta que a Rússia é “absolutamente” a “maior ameaça” ao que chamou de instabilidade no Leste Europeu, referindo-se à unificação da Cri meia à Rússia em 2014, e disse que apresentar uma Rússia “cada vez mais agressiva” como uma ameaça é a razão para aumentar as operações da Aliança Atlântica na região.

Sembritzki detalhou que “o terrorismo islâmico talvez seja sentido como um perigo maior para o indivíduo”, mas “é difícil para nós, como militares, combatê-lo”. Em relação à China, apesar de ser cada vez mais retratada pelos EUA como uma adversária estratégica, ela está “basicamente muito longe de um ponto de vista militar convencional”. A China, tal como a Rússia, foi referida como uma das principais “ameaças” num documento norte-americano publicado na última Quarta-feira (16).