Carta do leitor: “A falta de pedonais e o grito de socorro dos moradores”

Carta do leitor: “A falta de pedonais e o grito de socorro dos moradores”

Saudações, caros funcionários e colaboradores do magnífico jornal OPAÍS! Luanda, a capital do país, é das cidades mais complexas em termos de governação e/ou administração, se considerarmos o maior fluxo populacional que nela habita.

Conhecida como a província das oportunidades, do sucesso e quiçá dos insucessos, é aquela que acolheu gente oriunda de várias partes do país, fruto da migração imposta, sobretudo, pelo conflito armado que se enraizou no país, tendo culminado em 2002. Como se não bastasse, continua a receber muita gente até aos dias hodiernos. Tudo isso, inclusive o elevado índice de natalidade, justificativa da sua extensão galopante, com aparição de vários bairros, o que exige de certa forma, mais atenção do Executivo.

A complexidade da província tem sido impasse para a materialização de vários projectos dentro do tempo previsto. Porém, existem prioridades que a meu ver devem ser tidas em conta. No ano de 2020, atípico para muitos, nem tudo se realizou e como está prestes a terminar, cogita- se que muitos dos problemas  serão talvez solucionados em 2021.

Dentre muitos, trago para os caríssimos leitores, um daqueles que julgo não ser novidade: a questão da ausência de pedonais nas mais variadas áreas estratégicas das comunidades, como é o caso do distrito urbano da Camama, concretamente no “famoso topo do Camama”, depois do Viaduto da ex-rotunda, sentido Golf 2 – Kilamba e mais adiante junto às instalações do SIE.

Senhores administradores e demais responsáveis, é melancólico ver crianças e jovens, sobretudo estudantes, bem como idosos, vendedeiras e não só, a fazerem ginásticas tremendas no sentido de transporem os separadores e fazerem travessias, muitas vezes perigosas, com mercadorias à cabeça e bebés às costas, uma vez que não existe sequer uma passadeira por aí. Já morreu muita gente naquelas mediações.

O que tem de acontecer mais? Tal como muitos, auguro que este e outros problemas sejam resolvidos. É periclitante, salvemos a riqueza do país, o povo. Paz e bem! Valentino Frederico, estudante de Psicologia do Trabalho e das Organizações