Editorial: Prazer de criticar

Editorial: Prazer de criticar

Levantou-se por estes dias mais uma discussão que configura aquilo que o político Lopo de Nascimento descreveria como sendo conversa de infantário.

Usar imagens da Lopitanga, onde está sepultado Jonas Savimbi, como exemplo de uma gestão eficiente de quem se apresenta como alternativa, não é aceitável, sobretudo quando se quer contrapor o local onde estão hoje os restos mortais do primeiro Presidente da República e fundador da Nação, António Agostinho Neto.

Pior do que as abordagens é o desconhecimento que políticos supostamente sérios apresentam em relação a Kaxicane, o que tem ditado a transferência dos populares para outras zonas.

Não é crível que num momento destes, em que se esperam por mais-valias para os inúmeros problemas que o país atravessa, exista quem se sinta melhor usando não assuntos para entreter os demais.

Angola, os angolanos e todos aqueles que pagam para que alguns se envaideçam em bólides e recebam subsídios que constituam até aberração esperam mais respeito e alguma criatividade na sugestão de temas que tenham que ver com o nosso dia-a-dia.