Escassez de peixe condiciona centro de salga no Cuanza Sul

Escassez de peixe condiciona centro de salga no Cuanza Sul

Paralisado há um ano e quatro meses, o Centro custou 17 milhões de kwanzas, num financiamento do Governo do Cuanza Sul, no quadro das Despesas de Apoio ao Desenvolvimento (DAD), gerido (centro) por 32 mulheres processadoras. O centro de salga e secagem foi inaugurado a 5 de Julho de 2019 pelo governador do Cuanza Sul, Job Capapinha. Sem a pesca semi-industrial e industrial a operar, a pesca artesanal em 2019 capturou 13.142,68 toneladas de peixe diverso com o envolvimento de 1.106 embarcações artesanais, quantidade das quais 2.951 toneladas foram transformadas em três centros de salga e seca instalados dois no Sumbe e um no Porto Amboim.

Deolinda António, responsável das mulheres processadoras, destacou que “a escassez de pescado é o factor principal da paralisação do centro, visto que as embarcações semi-industriais e industriais deixaram de operar na região”. “Com apenas a pesca artesanal como fornecedora do peixe não é possível atingir as 16 toneladas de pescado todas semanas”, justificou à ANGOP.

O soba grande das Salinas do Ngunza, Aníbal António, sublinhou que “as embarcações de médio e grande porte deixaram de fornecer peixe, visto que na orla marítima do Cuanza Sul não existe uma ponte cais que facilita a descarga de pescado, prejudicando desta forma as mulheres processadoras”.
“Este é um projecto que a comunidade piscatória necessitava e que contribuiria muito no combate à fome e à pobreza, porém sem a matéria-prima fica difícil o funcionamento do centro”, rematou.

 

 

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