“Não podemos apenas ser parte da luta contra a violência doméstica quando ela nos atinge”

“Não podemos apenas ser parte da luta contra a violência doméstica quando ela nos atinge”

A olhar paras as políticas públicas no domínio da legislação que, no âmbito dos normativos legais, penaliza e responsabiliza a violência doméstica, que é tipificada como crime, Joana Tomás aponta a necessidade de educação permanente da sociedade como saída para a diminuição ou, até mesmo, a erradicação desta prática.

A luta, frisou, não é olhar pelo sexo, classe social ou orientação política. É, explicou, necessário o envolvimento de todos na causa a julgar pelos números alarmantes que a violência doméstica soma com toda a velocidade e sob olhar das próprias famílias, vizinhos e de parte da sociedade que foram, desde cedo, educados que “no problema de marido e mulher não se põe a colher”. É preciso, apontou, a insistência na desconstrução desta narrativa que, durante anos, matou centenas de mulheres e também homens, porque as testemunhas da violência doméstica compreendiam que é um caso que devia estar abafado entre quatro paredes.

No entanto, no princípio da conversa com O PAÍS, como ponto de partida, Joana Tomás começou por dizer que não é contra os homens. Aliás, frisou, há marido, filhos, irmãos e outros homens que, no dia-a-dia, se cruzam nas ruas, no serviço, nas estradas, supermercados e noutros pontos da agitada vida. Disse ser contra os que desrespeitam o direito das mulheres e dos homens.

Conforme explicou, dentro do seu programa de acção, a ser executado a partir de Março, na sequência do VII Congresso da OMA, o foco da luta pela educação e sensibilização centrar-se-á no grupo e segmento de pessoas que, apesar de todos os apelos, continuam a resolver os diferendos domésticos com base em ataques físicos e psicológicos, aumentando, assim, a estatística da violência.

Essa mesma violência, frisou, que, quando não mata, deixa rastos e marcas para a toda a vida, como a desestruturação familiar, sequelas psicológicas, ferimentos e outros males que remetem a sociedade para um claro retrocesso. Joana Tomás, que é candidata única à liderança da organização feminina do MPLA…

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