Carta do leitor: O absurdo dos bancos

Carta do leitor: O absurdo dos bancos

Espero que estejam todos bem. Gostaria de ter entrado da melhor forma, mas os problemas que enfrentamos no dia-a-dia nem sempre permitem isso. Ainda assim, gostaria de repartir convosco um episódio por que passei nos últimos dias, quando me desloquei a um banco.

O período de graça, dado pelas autoridades, para que os documentos caducados continuassem a valer terminou no fim do ano passado. Muitas pessoas viram-se na necessidade de procurar diversos serviços para validar os seus documentos, entre os quais carta de condução, bilhetes de identidade, passaporte e outros.

Outros tiveram que se dirigir aos bancos para actualizar os cartões multicaixa, as contas ou tratar de outros expedientes. Infelizmente, fui um destes que viu o cartão caducar e tive que me dirigir a um balcão para conseguir um novo. Não se sabe ainda por que razão, mas os bancos continuam com fi las enormes.

Os cartões multicaixa quase que se esfumam num abrir e fechar de olhos, o eu faz com que o último recurso para quem queira levantar dinheiro seja se dirigir mesmo ao caixa. É aqui onde o absurdo aconteceu.

Há muito que ouvimos que Angola é um país especial. Tão especial que, apesar dos seus salários baixos, se cobra por um cheque avulso 2.900 mil Kwanzas, o que acaba por representar 10 por cento do salário que alguns funcionários
recebem. É de mais. É preciso que o BNA trave esta tendência de se ir ao bolso do pacato cidadão sempre que alguém deseja.

Monteiro Lopes Sapu, Luanda