PIDLCP prevê reduzir a pobreza em cerca de três milhões de pessoas

PIDLCP prevê reduzir a pobreza em cerca de três milhões de pessoas

Miguel Pereira disse, ao jornal OPAÍS, que com a participação de entidades não-governamentais, quer do sector privado quer instituições religiosas, poderão retirar outros 6 milhões de pessoas da pobreza, no âmbito da estratégia do desenvolvimento local.

Miguel Pereira disse que o programa de combate à pobreza é integrado e, em função disso, existe um conjunto de projectos que concorrem para o seu êxito. Referiu que o programa tem uma grande responsabilidade porque está ligado ao Plano de Desenvolvimento Nacional, que teve início em 2018 e termina em 2022.

Desde a data do arranque, cada um dos 164 municípios passou a receber, mensalmente, 25 milhões de Kwanzas, perfazendo um total de 300 milhões por ano.

Sendo assim, a nível dos municípios têm sido desenvolvidas acções de capacitação e de refrescamento no sentido de ajudar os gestores a corrigir o que está a ser mal implementado, de modo que o programa atinja os objectivos preconizados.

No ano transacto, a equipa Nacional da Unidade Técnica visitou 12 províncias, perfazendo um total de 114 municípios, com o intuito de constatar o nível de implementação do programa. Para o efeito, os técnicos mantiveram encontros com os gestores municipais, entidades religiosas, tradicionais, organizações não-governamentais e concluíram que o programa deve envolver todos os cidadãos.

Durante esse processo, a maior dificuldade que tiveram de enfrentar foi o mau estado das vias, o que tem criado inúmeros constrangimentos ao escoamento dos produtos agrícolas. Miguel Pereira explicou que no sul do país, faltam condições básicas de vida, insumos agrícolas, fertilizantes e sementes, de modo a praticar actividades agrícolas e melhorar a vida. De acordo com o interlocutor, há ainda municípios que carecem de recursos humanos e outros não têm uma visão estratégica. Como exemplo, disse, há zonas em que se realizam boas acções, mas não conseguem reportar detalhadamente o que fizeram.

Por esta razão, Miguel Pereira aconselha que cada município trace o seu perfil e defina as suas estratégias, política que já foram aplicada em algumas localidades e registaram êxitos.

 

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