PIIM cria mais de 20 mil postos de trabalho

PIIM cria mais de 20 mil postos de trabalho

O número prevê aumentar ao longo da execução dos vários projectos em carteiras em todo o país

Vinte e três mil postos de trabalho temporários foram criados em todo o país, desde a vigência do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios(PIIM).

Os dados foram revelados ontem, em conferência de imprensa, em Luanda, pela coordenadora do grupo técnico do PIIM, Laurinda Cardoso, no final da 1ª sessão ordinária da comissão interministerial para a implementação deste plano, orientada pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior.

No encontro, que serviu para avaliar as actividades desenvolvidas em 2020, foi revelado que 75 porcento de projectos integrados de um total de mil e 749 foram já concluídos nas províncias da Huíla, Luanda, Bié, Cuanza-Norte, Benguela e Cabinda.

Deste número, 85 porcento são da subordinação das administrações locais, sendo os restantes dos governos províncias e central, segundo a coordenadora do grupo técnico.

Laurinda Cardoso informou que para a execução de um conjunto de carteiras do PIIM, que consiste na construção de hospitais, centros médicos, escolas e vias de comunicação e esquadras policiais, o Governo disponibilizou 133 mil milhões de Kwanzas( equivalente a 200 milhões de dólares).

Revelou que, dos mil e 433 projectos em execução, mil e 412 já foram pagos pelo Ministério das Finanças, dos mil e 749 concebidos, e os trabalhos decorrem a ritmo desejável, apesar de alguns constrangimentos provocados pela pandemia da Covid-19, desde Março do ano passado, altura em que Angola começou a registar os primeiros casos.

Esta situação inviabilizou a circulação de pessoas e bens, decorrente dos Decretos Presidenciais do Estado de Emergência e de Estado de Calamidade Pública. Por força destes decretos, os empreiteiros enfrentaram dificuldades para a aquisição de material de construção civil, em Luanda, sendo o maior mercado do país, o que condicionou a execução das empreitadas quase em todo o país.

Outro constrangimento provocado pela pandemia, atendo às declarações de Laurinda Cardoso, tem a ver com indisponibilidade de proporcionar apoio técnico dos projectos solicitado pelas províncias do Cuando Cubango e Cabinda. As duas regiões reestruturaram os seus projectos iniciais para adaptá-los à realidade de cada uma.

“ O Cuando Cubango reformulou na totalidade a sua carteira do PIIM, colocando novos projectos, Cabinda fez também, e outras províncias fizeram alterações pontuais”, reforçou.

Sem litígios contratuais

Aos jornalistas, Laurinda Cardoso informou que, durante a vigência do PIIM, não foi registado nenhum caso de conflito contratual com nenhuma empresa que fosse parar em tribunais.

A responsável respondia a uma informação não oficial que dava conta de um suposto incumprimento de um empreiteiro, no Bié, cujas obras foram pagas na totalidade, mas que foram abandonadas sem justificação.

Sem avançar datas, garantiu que todos os projectos do PIIM em execução serão concluídos em todo o país, cujo financiamento está garantido.