Avó acusada de matar neto e, de seguida, atirar o corpo na vala

Avó acusada de matar neto e, de seguida, atirar o corpo na vala

Dois cidadãos nacionais, com idades compreendidas entre 24 e 65 anos, foram detidos ontem, em Benguela, por presumivelmente terem assassinado um menor de 10 anos de idade e, de seguida, teriam atirado o cadáver numa vala.

A privação temporária da liberdade de ambos foi desencadeada por especialistas de investigação da Direcção de Ilícitos Penais do Comando Municipal da Polícia Nacional em Benguela, por notarem existência de indícios de que terão cometido este crime, classificado como homicídio, ocorrido por volta das 22h00 de Quinta-feira.

Segundo o porta-voz do Comando Provincial da Polícia Nacional, inspector-chefe Ernesto Chiwale, os agressores, familiares da vítima, teriam manifestado insatisfação pelo facto de o menino de 10 anos ter estado, nos últimos tempos, a furtar bens da avó.

Fartos com as acções do alegado “pequeno meliante”, os familiares decidiram espancá-lo, sem, contudo, medir as consequências dos seus actos.

A vítima, infelizmente, como sublinhou o porta-voz em entrevista a OPAÍS, não resistiu e, por conta disso, acabou por “perder a vida em consequência de tais agressões”’.
A detenção dos presumíveis autores ocorreu por volta das 11h30, no bairro 4 de Abril, município de Benguela, logo após os polícias terem recebido uma denúncia telefónica que dava conta de existência de um cadáver com as características da vítima. Trata-se de um cadáver do sexo masculino, raça negra, aparentemente de 10 anos de idade, com sinais de agressão física, situado numa vala, no Bairro 4 de Abril.
Desta feita, as diligências dos investigadores apontaram como principais suspeitas do delito os seus próprios familiares (avó e o tio) que viviam com o menor. Nesta perspectiva, as informações colhidas no local levaram-nos até aos presumíveis autores de uma prática já repudiada por muitos cidadãos, maioritariamente moradores da zona B. De acordo ainda com Ernesto Chiwale, os mesmos serão, nos próximos dias, presentes ao Ministério Público para os procedimentos judiciais que se impõem.
Por: Constantino Eduardo, em Benguela